Casos de Sucesso (Golpista x Colecionador de veículos)

Casos de Sucesso (Golpista x Colecionador de veículos)

colecionadores de Carros antigos

Um advogado contratou-me e explicou-me que seu cunhado, o Roberto (nome fictício), estava tendo problemas com um golpista. O Roberto estava com a saúde debilitada, tinha uma válvula no coração e estava muito depressivo, marcamos no dia seguinte para nos encontrarmos no escritório do doutor Pereira – o advogado (nome fictício).

Primeiramente, ouvi o Dr. Pereira, este me explicou que o cunhado dele era colecionador de veículos, e que o Roberto havia conhecido um amigo numa obra em São Luis (MA), passaram muitos anos trabalhando, o nome desse amigo era Pedro (nome fictício). Pedro e Roberto compraram juntos em 1999 na cidade de São Paulo, dois veículos _ um Opala e um Maverick, para suas respectivas coleções, na época em que trabalhavam juntos. Em 2000, saíram da empresa na qual trabalhavam, e ficaram mantendo contato por telefone, Roberto tinha feito, durante esses longos anos de trabalho, uma grande economia de dinheiro, inclusive de suas indenizações (todas elas foram depositadas em uma conta poupança).

Segundo Roberto, toda essa economia era para comprar veículos antigos. Um belo dia, ele liga para Roberto, que residia na cidade de Santa Catarina, dizendo que estaria disposto a comprar vários veículos para sua coleção, Pedro, de imediato, falou que a sua namorada sabia onde tinha para vender e indicou um colecionador da cidade dele. Logo depois, Roberto demonstrou todo seu interesse, e pediu para que Pedro fosse até o local, e mandasse as fotos desses veículos, assim Pedro o fez. Roberto ficou com muita vontade de comprar aqueles veículos e logo pediu os valores e telefone do proprietário, assim Pedro fez.

O proprietário, seu Samuel (nome fictício) acertou valores e cobrou o custo de envio_por 5mil reais, totalizando assim um valor de 120 mil reais os (5 veículos). Passado três dias após o depósito, seu Roberto não conseguia mais falar com seu Samuel. Seu Roberto recebeu uma ligação do seu amigo Pedro dizendo que sua namorada, a Camila (nome fictício) seria a representante do seu Samuel, a partir daquela data. A Camila disse ao seu Roberto que após vistoria no DETRAN daquela cidade, um despachante ligaria para confirmar o embarque da carreta, com os 5 veículos. Eu, como profissional estava já desconfiando de toda aquela negociação à distancia. No dia seguinte, o suposto despachante ligou para seu Roberto, dizendo que havia dado problema em dois dos veículos comprados, e que eles iriam devolver os 5 mil do frete da carreta e que iriam atrás de 2 novos veículos, devolveram os 5 mil e pediram mais 80 para esses 2 novos veículos, perguntei ao Roberto se ele tinha a placa desses veículos, então ele me informou que não, tinha somente as fotos, mas não aparecia as placas.

Na verdade, percebi que meu cliente havia confiado demais em seu amigo, que inclusive, era freqüentador de sua residência, quando trabalhavam juntos. Meu cliente começou a receber ligações confidenciais, aí entrei em ação, consegui o nome completo da namorada do Pedro, identifiquei o emprego que ela havia trabalhado _ um escritório de advocacia, que tinha vários casos de clientes relacionados a veículos. Essas duas pessoas suspeitas que receberam os dois depósitos, na verdade, eram laranjas de uma grande farsa, o telefone do suposto despachante estava no nome do amigo do meu cliente, o Pedro e um dos números que sua namorada ligava, também estava no nome de Pedro, o quebra cabeça estava se encaixando, localizei todas as pessoas envolvidas no caso, o nome usado pelo golpista, para identificar o proprietário dos veículos antigos, era de uma pessoa falecida e os filhos dele eram nomes inventados. Seu Roberto aprendeu que não é seguro fazer uma compra desse modo e que a confiança é conquistada com muito tempo.

Depois, localizei Pedro em uma obra na cidade do Rio de Janeiro. Mais um caso de sucesso!

Saudações, Detetive Melo, São Luís-MA.

Todos os personagens envolvidos neste caso possuem nomes fictícios, para assim preservarmos a identidade das pessoas envolvidas.