O contrato de prestação de serviços do Detetive Particular

O contrato de prestação de serviços do Detetive Particular

confidencial

O contrato de prestação de serviços estabelecido entre o Detetive Particular e seu cliente é, na verdade, um acordo de vontades, que pode ser verbal (maioria dos casos) ou escrito. O ideal é que seja escrito, para evitar discussões sobre valores, extensão do trabalho, responsabilidades, etc. Ou seja, o contrato escrito confere maior segurança ao Detetive e ao cliente, pois, dessa forma, ficam expressamente definidas todas as responsabilidades do profissional e de quem o contrata.

No acordo – verbal ou escrito – devem ser estabelecidos o objeto da prestação (investigação de suposto adultério, por exemplo), os limites (locais em que se realizarão os trabalhos e a duração da investigação) e o valor do serviço.

O objeto do contrato deve ser expresso da forma mais simples possível (investigação de suposto adultério de Fulano; localização de Sicrano; localização de bens de Beltrano, etc.). Nesse ponto é preciso detalhar quais são as provas a serem produzidas (fotos, vídeos, áudios, etc.).

É importante que o Detetive Particular informe ao cliente o tempo estimado de duração da investigação. Note-se que é com base nas informações fornecidas pelo contratante que o Detetive pode prever um tempo mínimo necessário para obter as provas. Essa parte influencia decisivamente no preço do trabalho.

Outro ponto que merece cuidado na hora de celebrar o contrato diz respeito aos locais em que deverão ser realizadas as investigações. Essa questão deve ficar bem esclarecida entre as partes, pois é evidente que, se o profissional precisar se deslocar entre cidades muito distantes, haverá acréscimo nos valores do serviço, o que, desde o início, precisa ficar estabelecido entre o profissional e o cliente. Em síntese, no contrato deve ficar claro quem arcará com as despesas decorrentes da investigação e a forma de sua comprovação.

Muitos detetives cobram um valor “fechado” (maioria dos casos) no qual estão incluídas as futuras despesas. Nesse caso, eventuais viagens correrão por conta do profissional. Outros profissionais, entretanto, celebram os chamados “contratos de risco”, ou seja, o cliente só paga pelo serviço, por exemplo, se o devedor for encontrado. Aqui, evidentemente, o valor a ser cobrado é maior, justamente em função do risco, que é todo do Detetive Particular.

Como se vê, não há como determinar um modelo padrão de contrato, e sua elaboração vai depender muito das circunstâncias do caso concreto. O fundamental, no entanto, é que todas as “cláusulas” do contrato fiquem bem claras entre os contratantes, a fim de que não se criem futuras divergências.

E vocês, caros Detetives, como têm celebrado seus contratos de prestação de serviços?

Fonte: http://bloginvestig.institutopadrereus.com