As redes sociais como ferramentas na investigação

As redes sociais como ferramentas na investigação

Durante décadas, os profissionais da investigação particular e mesmo dos departamentos de polícia conviveram com suas técnicas de investigação puramente prática, ou seja, sem, ou nenhum recurso tecnológico que pudesse lhes dar sustentação aos seus trabalhos de inteligência e coleta de informações.

Sejam eles agentes de estado ou no serviço de inteligência privada, até na década de 1970, os equipamentos usados na investigação eram muito rudimentares.

Equipamentos militares

Em um eixo muito restrito, os equipamentos mais modernos eram de uso exclusivo dos governos dos países evoluídos, que se tornaram mais conhecidos durante a primeira e segunda Guerra Mundial, como, por exemplo, pela CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos), e a KGB (Serviço Secreto da União Soviética), no período da Guerra Fria.

Ainda assim, sem o favorecimento da alta tecnologia, os equipamentos eram deselegantes, sendo difícil de serem infiltrados por um agente em um ambiente qualquer.

Pombos na investigação

Foram várias invenções realizadas durante as duas grandes guerras com o propósito de espionar grupos inimigos. Até pombos foram usados para transportar máquinas fotográficas para identificar campos inimigos, em 1918, na Primeira Guerra Mundial.

Não havia os modernos equipamentos de telefonia, apenas telégrafos, que não eram muito confiáveis, já que usavam linha de fio, facilmente rastreáveis pelos inimigos.

Hoje, diferente da época, a nova tecnologia é a principal parceira dos Agentes Investigadores devido ao processo de miniaturização dos equipamentos, com a redução do tamanho dos componentes eletrônicos, o que possibilitou projetos e construção de aparelhos eletrônicos pequenos e com alta tecnologia, como câmeras filmadoras, fotográficas, binóculos de visão noturna e softwares específicos para investigação usando o computador.

Programas espiões

Com o avanço da internet, principalmente a partir da década de 1990, houve a produção de programas para monitorar E-mails, capturar tela de computador, ligar webcam do investigado e até de rastrear conversas telefônicas de forma clandestina; bem como, equipamentos de escuta ambiental e transmissores de áudio e vídeo.

Mais tarde, a partir do ano de 2000, as redes sociais começaram a se popularizar no Brasil, principalmente o Orkut e o Facebook, plataformas que só veio a somar com os trabalhos desenvolvidos pelos investigadores, sejam eles da Polícia (estado), ou pelos Detetives Particulares.

Investigação em redes sociais

O uso de informações de pessoas investigadas e disponíveis nas redes sociais facilitou a dinâmica de uma investigação, pois, a maioria das pessoas postam detalhes que podem fazer a diferença em uma coleta de dados, incluindo fotos, relacionamentos amorosos e familiares, escritas que apontam ou demonstram emoções, como raiva, alegria, desafetos etc.

As pessoas têm o costume de postar detalhes comprometedores nas redes sociais, e, para um investigador, cada fato pode ser ligado á outros, até que um caso seja esclarecido com muitas evidências e provas.

 

Fonte: Revista Segurança